Erika Hilton denuncia ataques contra Bruna Marquezine nos EUA

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou suas redes sociais para denunciar uma onda de ataques direcionados à atriz brasileira Bruna Marquezine por grupos de homens autodenominados “incels” (celibatários involuntários) nos Estados Unidos. O motivo das agressões digitais seriam rumores infundados sobre a identidade de gênero da atriz.

Para a parlamentar, o episódio é um exemplo pedagógico de como o preconceito de gênero e a transfobia extrapolam a comunidade trans e atingem mulheres cisgênero que não se enquadram em padrões rígidos de estética ou etnia.

Segundo Erika Hilton, a ofensiva organizada em fóruns da internet começou após Marquezine ser vista ao lado do cantor canadense Shawn Mendes. A proximidade entre os dois teria sido o gatilho para que comunidades dedicadas ao patrulhamento de corpos passassem a questionar o gênero da brasileira.

“Um bando de esquisitões e incels dos EUA está atacando a atriz por acharem que ela é trans. E, pela milésima vez, tivemos a prova de que a transfobia não afeta apenas as pessoas trans. Ela pode afetar qualquer pessoa diferente dos padrões estabelecidos, especialmente mulheres não brancas”, disparou a deputada.

Na análise da parlamentar, os traços latinos de Bruna Marquezine foram determinantes para que o público norte-americano de extrema-direita a colocasse como alvo.

Hilton argumenta que, para esse perfil de agressores, qualquer característica física que fuja do idealizado por eles é utilizada como justificativa para desumanizar e atacar.

“Ao verem Bruna com traços que o povo de lá enxerga como latinos, um bando de fracassados decidiu que ela é uma de nós e que deve ser atacada por isso”, afirmou.

Erika concluiu seu posicionamento ressaltando que o caso de Marquezine não é isolado e reflete uma lógica de ódio recorrente que já vitimou outras mulheres cisgênero anteriormente.

A deputada reforça que a luta contra a transfobia é, na verdade, uma defesa da liberdade de todos os corpos contra o policiamento e a violência simbólica de grupos organizados na internet. Até o momento, a assessoria de Bruna Marquezine não se manifestou sobre os ataques ou sobre as declarações da parlamentar.

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