Líder do MBL joga sal grosso em casa onde Lula viveu

Em um ato carregado de simbolismo político e forte tom de crítica, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, publicou um vídeo nesta quinta-feira (15) em que aparece jogando sal grosso na frente da casa onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou os primeiros anos de sua infância, em Caetés, no agreste de Pernambuco.

Durante a ação, Santos afirmou que o gesto visava garantir que “nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”.

Ao justificar a atitude, o líder do MBL recorreu a uma referência histórica da Antiguidade. “Quando os romanos derrotaram os cartagineses, que trouxeram terror e quase acabaram com a geração inteira de romanos, eles os derrotaram em batalha, os destruíram e jogaram sal grosso para que nada pudesse nascer. Foi isso que nós fizemos”, declarou Renan no vídeo. Ele ainda classificou o local, onde também viveu a mãe do presidente, Euridice Ferreira de Melo (Dona Lindu), como “território inimigo”.

Na gravação, Santos aproveitou para atacar a gestão do atual governo, associando o nome do presidente a recentes polêmicas, como o escândalo de corrupção no INSS. Ele também criticou o que chamou de tentativa do chefe do Executivo de vender uma imagem de “casa comum” para o local.

A residência é tratada como um símbolo histórico para os integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT). O imóvel original, onde Dona Lindu criou seus oito filhos, sofreu com a degradação do tempo ao longo das décadas.

Em 2022, a casa foi reconstruída por meio de uma iniciativa do PT de Pernambuco, com a ajuda de amigos e primos do presidente, que forneceram detalhes sobre a estrutura original para a reforma. O próprio Lula visitou o local em julho daquele ano, pouco antes das eleições presidenciais.

Até o momento, o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores não se manifestaram oficialmente sobre o episódio ocorrido em Caetés. O ato gerou intensas discussões nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores do MBL e militantes petistas que consideram a ação um desrespeito à história familiar do presidente.

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