Ministro da Justiça anuncia combate ao crime organizado: “Ação de Estado”

Em sua primeira declaração pública desde que assumiu o cargo, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, afirmou nesta quinta-feira (15) que o combate ao crime organizado será tratado como uma prioridade estratégica do governo, sob o status de “ação de Estado”. A fala ocorreu após uma reunião de alto escalão no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reuniu as principais autoridades do Judiciário, do sistema financeiro e da segurança pública.

Segundo o ministro, a decisão de elevar o enfrentamento às facções e crimes financeiros a esse patamar partiu do próprio presidente.

“A relevância que o crime organizado assumiu impõe a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos de Estado”, destacou Wellington César. Ele enfatizou que a diretriz agora é o desenvolvimento de uma ação articulada, onde cada instituição, dentro de suas competências, trabalhe de forma integrada para asfixiar as estruturas criminosas.

Foco em crimes financeiros e Operação Compliance Zero

O encontro aconteceu em um momento sensível, apenas um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação “Compliance Zero”, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. Embora o ministro tenha evitado comentar casos específicos, ele confirmou que o combate aos crimes do colarinho branco e a atuação de órgãos de controle foram eixos centrais da conversa.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também falou à imprensa após a reunião e reforçou o coro pela integração. Rodrigues fez elogios diretos à atuação da Receita Federal e do Banco Central, cujos diretores estavam presentes, classificando a cooperação entre essas instituições como fundamental para desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes no sistema bancário.

A reunião no Planalto serviu como uma demonstração de força e união institucional. Além de Lula e Wellington César, estiveram presentes figuras-chave da República, como:

  • Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF);

  • Paulo Gonet, procurador-geral da República;

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central;

  • Robinson Barreirinhas, diretor da Receita Federal;

  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF;

  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e seu secretário-executivo, Dario Durigan.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, também participaram do debate, que traçou as diretrizes para uma política de segurança mais robusta e menos fragmentada.

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