O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, tomou a decisão de levar adiante a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026 no jornal O Globo.
A manutenção do projeto eleitoral ocorre apesar da falta de empolgação manifestada pelo dirigente com a chapa e da avaliação interna de que o desfecho mais provável é uma derrota para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para Valdemar, a estratégia transcende a disputa pelo Palácio do Planalto. O cálculo político do comando do PL é que o partido tem mais a ganhar do que a perder ao manter-se inequivocamente alinhado ao bolsonarismo no próximo pleito nacional. O objetivo central é utilizar a força da marca bolsonarista para um significativo fortalecimento no Congresso Nacional.
A prioridade pela lealdade ao clã Bolsonaro se sobrepõe, inclusive, às conversas que Valdemar vinha mantendo desde agosto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre uma eventual candidatura presidencial e a possibilidade de filiação ao PL. Enquanto Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro insistirem no projeto de concorrer em 2026, o presidente da sigla optou por priorizar a família.
O foco principal do PL é maximizar suas bancadas legislativas. Valdemar da Costa Neto estabeleceu metas ambiciosas: eleger pelo menos 120 deputados federais e 20 senadores. Atualmente, o PL conta com 95 parlamentares na Câmara dos Deputados e 12 no Senado.
Projeções internas do partido, baseadas em pesquisas e levantamentos regionais, indicam que o capital eleitoral do bolsonarismo é suficiente para alcançar esse patamar. Nesse cenário, manter Flávio Bolsonaro como cabeça de chapa presidencial é visto como o catalisador ideal para garantir a mobilização da base eleitoral mais fiel, impulsionando assim as candidaturas proporcionais em todo o país.
Dessa forma, apesar de reconhecer o potencial eleitoral de Tarcísio de Freitas, Valdemar avalia que, do ponto de vista estritamente partidário e de crescimento no Congresso, é mais vantajoso manter o senador como aposta principal para a Presidência, garantindo a mobilização da máquina eleitoral bolsonarista.








