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Nova pesquisa mostra ‘efeito JHC’ na disputa ao Senado

Enquanto Arthur Lira comemora os mais novos números do Paraná Pesquisa, que colocam o deputado federal em segundo lugar na disputa ao Senado, existe o ‘efeito JHC’, ou seja, o prefeito de Maceió joga com a bola parada. E como será obrigado a entrar em campo em algum momento da partida eleitoral, a segunda vaga para Arthur Lira fica ameaçada.

Segundo o instituto, dos quatro cenários montados, Lira tem a segunda vaga ao Senado garantida, mas a distância percentual dele para o terceiro colocado não o deixa confortável.

E com um detalhe importante acrescentar: o ex-presidente da Câmara está em campanha há anos.

Mas, no cenário um, Davi Davino Filho tem 39,2% e Lira, 44,5%. Filho não disse até agora que é candidato para valer. Há outra condicionante: ele é aliado do deputado e teoricamente vai ocupar a posição eleitoral que Lira escolher para ele.

No cenário 2- sem Davi Davino Filho substituído por Alfredo Gaspar- Lira aparece com 44,8% contra 41,8% para Gaspar, que insiste em dizer que vai para a reeleição. E tem acordo com Arthur Lira: portanto não vai trai-lo para disputar o Senado ameaçando o padrinho.

O cenário 3 se escancara o ‘efeito JHC’: a primeira dama Marina Candia aparece com 39,2% e Lira, 45,3%. Aqui não aparece nem Davi nem Alfredo.

O cenário 4 é ainda mais favorável ao prefeito, segundo a pesquisa. Se Alfredo, Davi e Marina Candia disputassem, todos, o Senado, a primeira dama ficaria com 30,8% dos votos. E Arthur Lira, 35,7%.

O sucessor de Hugo Motta precisa lustrar ainda mais as mãos dos prefeitos para chegar lá.

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