Oposição cobra Lula e PGR sobre suposto dinheiro venezuelano

A oposição na Câmara dos Deputados intensificou a pressão sobre o governo Lula e a Procuradoria-Geral da República (PGR), exigindo explicações e a abertura de investigações sobre denúncias de que o regime da Venezuela teria financiado campanhas eleitorais de esquerda na América Latina, incluindo o Brasil, com recursos ilícitos.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou dois requerimentos na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, ambos direcionados ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Os pedidos solicitam:

  1. Informações sobre a existência de investigações, tratativas de cooperação jurídica ou medidas preventivas para apurar ramificações do caso no Brasil.
  2. Indicação para que a Polícia Federal (PF) adote medidas investigativas sobre as denúncias.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também foi alvo de requerimentos, sendo cobrado a enviar à Câmara as comunicações formais de governos estrangeiros sobre o caso, cópias de notas diplomáticas e informações sobre a intenção do governo brasileiro em solicitar documentos à Espanha e aos Estados Unidos.

Pedido de Investigação à PGR

Gustavo Gayer também solicitou a abertura formal de investigação pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentando que a “relevância e o impacto potencial no Brasil — caso haja conexão com pessoas físicas, jurídicas ou instituições nacionais — tornam indispensável a atuação da Procuradoria-Geral da República”.

Origem das Denúncias

As acusações de que campanhas foram financiadas com “dinheiro sujo” do regime venezuelano ganharam força após depoimentos de figuras como o ex-chefe da inteligência da Venezuela, Hugo “El Pollo” Carvajal, ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A denúncia foi reforçada na última segunda-feira (21), quando o ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo do Departamento do Tesouro dos EUA, Marshall Billingslea, afirmou em audiência no Comitê do Senado dos EUA que a Venezuela utilizou recursos ilícitos para financiar campanhas de esquerda.

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