O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem embarque previsto para Nova York neste domingo, 21 de setembro, a fim de participar da 80ª Assembleia Geral da ONU. No entanto, a comitiva que o acompanhará ainda não foi completamente definida, em meio a polêmicas sobre a emissão de vistos por parte dos Estados Unidos.
A semana foi marcada por tensões diplomáticas, com a revogação de vistos de autoridades brasileiras, uma medida de sanção adotada pelo governo do ex-presidente Donald Trump. Embora o visto de Lula esteja vigente e sua presença confirmada, a redução do grupo que o acompanhará depende da liberação dos documentos pela diplomacia norte-americana.
Recentemente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve seu visto aprovado, o que possibilitará sua participação na conferência da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e no evento principal da ONU. Padilha estava com o visto vencido desde 2024. Em agosto, sua esposa e filha de 10 anos tiveram os vistos cancelados.
A medida também afetou servidores federais que participaram do programa Mais Médicos em 2013, criado durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo a Casa Branca, médicos cubanos que atuaram no programa foram submetidos a condições de exploração análogas à escravidão.
O Itamaraty considera que qualquer restrição aos vistos para a Assembleia Geral da ONU representa uma violação do acordo de sede entre a organização e os Estados Unidos, que estabelece a obrigação do país de emitir os documentos para a participação no evento. O governo brasileiro aguarda a liberação dos vistos para definir a composição final da comitiva presidencial.








