Voto de Cármen Lúcia forma maioria para condenar Bolsonaro

Brasília (DF), 11/09/2025 - A ministra Cármen Lúcia durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que realiza o quinto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus foram condenados por organização criminosa em uma decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o voto da ministra Cármen Lúcia nesta quinta-feira (11), o placar no colegiado chegou a 3 a 1 pela condenação.

Apesar de o voto do ministro Cristiano Zanin, presidente da turma, ainda estar pendente, a decisão já não pode ser revertida. A ministra acompanhou os votos de Alexandre de Moraes, relator do caso, e de Flávio Dino, que já haviam votado pela condenação de todos os réus.

Cármen Lúcia também reforçou a competência do STF para julgar a ação, afastando as preliminares levantadas pelas defesas dos acusados, que alegavam que a Corte não seria o foro adequado. “Sempre entendi que a competência era do STF”, declarou.

Os réus, incluindo ministros e militares da gestão de Bolsonaro, foram acusados de um plano para um golpe de Estado após as eleições de 2022. Os condenados são:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa

Walter Souza Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022

O único voto divergente foi o do ministro Luiz Fux, que absolveu seis dos réus e condenou apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Bolsonaro e os outros réus respondem a cinco crimes no total, incluindo tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público. As sessões do julgamento continuam nesta sexta-feira (12) para a análise das demais acusações.

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