O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu nesta terça-feira (9) ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Segundo seu advogado, Paulo Cunha Bueno, a ausência se deve a questões de saúde, pois o político não teria condições de estar presente. “Não tem recomendação médica para isso, a saúde dele é debilitada”, afirmou o defensor.
Além de Bolsonaro, os outros sete réus também não compareceram ao primeiro dia de votação do julgamento, que ocorre na sala da Primeira Turma do STF. O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser o núcleo central de uma trama para reverter o resultado das eleições de 2022.
O julgamento teve início na semana passada, quando as defesas dos acusados e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentaram suas sustentações. Gonet se manifestou favoravelmente à condenação de todos os réus. A partir de hoje, a votação será iniciada e definirá o futuro dos acusados, que respondem por crimes como organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público.
A votação está programada para ser finalizada até a próxima sexta-feira (12), com os votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Entre os réus estão nomes como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.
O ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, é a única exceção entre os réus, pois, por ser deputado federal, foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações, respondendo apenas por três dos cinco crimes previstos.
*Com Agência Brasil








