Pressionado a agregar mais poder e eleger um deputado federal, o PDT discutiu em reunião- entre outras propostas – trair os Calheiros e lançar o vice-governador Ronaldo Lessa ao governo no próximo ano.
O encontro foi no dia 22 de agosto, a portas fechadas, e com a presença de todos os líderes do partido nos municípios alagoanos.
Outra ala sugere Lessa disputando o Senado, ou seja, envolvendo pressão contra Renan Calheiros que ainda não escolheu o segundo nome para esta vaga.
Outras ideias também vão sendo amadurecidas: o vice-governador deixa a administração estadual para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Creem que esse eleitor mais urbano dará vitória acachapante a Lessa e também puxa dois nomes para a Casa de Tavares Bastos.
O cenário para o PDT não é dos melhores. A legenda tem um vereador em Maceió, Aldo Loureiro, que pode perder o mandato. O Ministério Público Eleitoral, autor da ação, acusa o partido de fraudar a cota de gênero. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é quem vai decidir. E se ele perder João Catunda, do PP, é quem assume no lugar.
Apesar de ser o partido do vice-governador- uma figura emblemática e popular- o PDT não tem deputado estadual. Por isso ganha força a proposta de Lessa disputar uma vaga a estadual, ganhar e atrair um ou dois nomes.
Seja qual for o caminho, a compreensão é que ele precisa disputar um mandato para continuar na liderança do PDT estadual. Por isso até uma cartada surpresa, Lessa brigar por uma vaga a deputado federal, não está descartada. E até mesmo ir para o confronto em 2028, a cadeira de prefeito, é especulada, sem, no entanto, animar tanto assim os próprios lideres.




