Provável condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), instiga a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que já prepara uma estratégia jurídica para recorrer a cortes internacionais.
A equipe de advogados de Bolsonaro está reunindo argumentos para uma petição que será enviada ao Comitê Interamericano de Direitos Humanos, nos Estados Unidos, ou ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, na Suíça.
O objetivo da defesa é contestar o que consideram um julgamento parcial na justiça brasileira.
Entre os principais pontos levantados estão o suposto cerceamento de defesa, prazos desiguais entre acusação e defesa, e a fragilidade da acusação, que se baseia em uma delação premiada considerada falha.
A colaboração, feita pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, teria sido corrigida diversas vezes, o que, para os advogados, compromete sua credibilidade.
Embora não tenha o poder de reverter uma possível condenação no STF, a estratégia internacional busca expor o que o ex-presidente e seus aliados classificam como perseguição política.
O processo, no entanto, é lento, como mostra o caso do presidente Lula. Ele adotou a mesma abordagem e só obteve um parecer favorável do Comitê da ONU em 2022.
O comitê, na época, concluiu que a investigação e o julgamento violaram os direitos políticos e a privacidade de Lula, mas não se manifestou sobre as acusações em si.
*Com Agências








