Durante uma operação realizada pela Polícia Federal em julho de 2025, um pen drive foi encontrado no banheiro do quarto do ex-presidente Jair Bolsonaro. O dispositivo estava dentro de uma caixa de papelão, junto a outros objetos pessoais, e foi recolhido para análise pericial.
Após a investigação, os peritos constataram que a maior parte dos arquivos havia sido apagada antes da apreensão. Dos poucos documentos acessíveis, foram encontrados apenas catálogos em formato PDF da empresa Medicalfix, especializada na fabricação de equipamentos médicos e odontológicos. A empresa tem sede em Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo, e um dos sócios, o dentista Mário Roberto Perussi, é amigo pessoal de Jair e Eduardo Bolsonaro.
Os catálogos continham informações técnicas sobre produtos como cadeiras odontológicas, autoclaves e equipamentos hospitalares. Não foram identificados dados sigilosos, estratégicos ou diretamente relacionados às investigações em curso contra o ex-presidente. Por esse motivo, o conteúdo do pen drive não foi incluído no relatório final do inquérito que apura crimes como tentativa de golpe e obstrução de justiça.
Apesar disso, o pen drive permanece sob custódia da Polícia Federal, como parte do material apreendido na operação.








