A Operação Ícaro, deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), resultou na prisão de seis pessoas e na apreensão de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro, criptomoedas e bens de alto valor. A ação investiga um esquema bilionário de corrupção fiscal envolvendo empresários e auditores da Secretaria da Fazenda estadual.
Entre os presos estão o empresário Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma, o executivo da Fast Shop Mário Otávio Gomes, e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o principal operador do esquema. Também foram detidos outro auditor e um casal suspeito de lavagem de dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam R$ 1,5 milhão em espécie, R$ 200 mil em criptomoedas, US$ 20 mil, cerca de 2 mil euros, pacotes de esmeraldas e relógios de luxo avaliados em R$ 8 milhões.
Segundo os promotores, o esquema funcionava desde 2021 e envolvia a concessão fraudulenta de créditos de ICMS a empresas do varejo. A propina era paga por meio de empresas de fachada, incluindo uma registrada em nome da mãe do auditor fiscal, uma senhora de 73 anos.
A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades da Grande São Paulo.








