PF investiga Bolsonaro por relacionar Lula a mortes de LGBTs

Brasília (DF), 26/03/2025 - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou, nesta segunda-feira (11/08), um inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta disseminação de fake news e crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A apuração teve início após o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhar ao diretor-geral da PF, Andrei Passos, um pedido para investigar uma postagem no canal de WhatsApp de Bolsonaro.

Segundo as autoridades, o conteúdo associava Lula ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad e à morte de pessoas LGBTQIA+ no país. A publicação teria sido feita em 15 de janeiro deste ano e já não está disponível no canal do ex-presidente.

A denúncia chegou ao Ministério Público Federal (MPF) por meio de um cidadão russo-brasileiro, que apresentou uma notícia-crime contra Bolsonaro. O MPF, por sua vez, encaminhou a demanda ao Ministério da Justiça.

Investigadores detalharam ao Metrópoles que o material vinculava o petista a execuções ocorridas durante o regime sírio, que durou de 2004 a 2024 e foi marcado por perseguições e criminalização de atos homossexuais.

O inquérito apura a possível prática de crimes contra a honra e divulgação de notícias falsas. A PF analisa a extensão do alcance da postagem e o contexto em que ela foi feita. No canal de Bolsonaro no WhatsApp, criado em outubro de 2023, a última publicação disponível é de 12 de julho.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar redes sociais. Bashar al-Assad deixou o poder em dezembro de 2024, após grupos rebeldes tomarem Damasco, e fugiu para a Rússia com a família.

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