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Assembleia homenageia Arthur, que vive tempos de rei

A primeira crise na Câmara mostrou que Hugo Motta é um presidente fraco, cujas palavras ou discursos não metem medo nos ratos de porão que invadiram a mesa diretora. E Motta precisou de Arthur Lira para contornar o quase incontornável motim bolsonarista.

Vivendo tempos de rei, Arthur ganhará nesta segunda-feira, 11 de agosto, um fuá de homenagens, medalhas e bajulações da Casa que o pariu: a Assembleia Legislativa de Alagoas, por anos a “escola” política de Lira

Arthur aprendeu bastante na Assembleia, esteve sob a sombra de Eduardo Cunha em Brasília até ele próprio, Lira, se transformar em uma árvore de vasta copa, galhos, direções, sombreando muita gente.

É tratado como modelo motivador, alguém a ser copiado entre os deputados estaduais.

Mas as homenagens escondem um interesse maior: ficará explícito que os deputados tem o segundo voto ao Senado, ou seja, Arthur.

Não há um terceiro nome que possa abalar nem Arthur nem Renan Calheiros. A articulação com os prefeitos mostrou isso. E com os deputados, o bolo ganhou o que faltava: a cereja, ou melhor, a comenda Tavares Bastos para que Lira lembre, ao grudá-la no peito, de atuar também a favor dos novos (velhos?) amigos em Brasília.

Ei, eu: Arthur é o nosso rei.

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