O plano de segurança de Alagoas apresentado ao Governo Federal identifica seis ameaças no combate ao crime, três delas ligadas exclusivamente à pobreza: a favelização em Maceió, urbanização desordenada e aumento da quantidade de crianças e adolescentes em situação de risco.
As outras estão na “dificuldade de conscientização da população quanto às ações desenvolvidas de prevenção; continuidade de interferência de facções criminosas (PCC e CV) nas ações de tráfico de drogas no Estado de Alagoas; migração das facções criminosas para o interior do Estado”.
Ou seja, quando se fala em crime organizado em Alagoas, ele tem rosto e atitudes periféricas. Não cita deputados estaduais presos ou processados ao longo dos anos por assassinatos e assalto aos cofres públicos.
Quando a Polícia Federal realizava operações em Alagoas descobriu que deputados estaduais não apenas lideravam organizações criminosas como tinham uma aparelhagem dentro do Estado para facilitar a própria impunidade.
O tempo mostrou quem tinha razão: eles foram eleitos, reeleitos, chegaram a Brasília. E as estruturas públicas facilitaram- e muito- os caminhos para as excelências.
Como o restante da sociedade não tem amigos no Poder, é alvo do peso da lei. Ponto para o crime organizado, blindado por quem pode. E sabe bem o porquê.





