Cantora, atriz, apresentadora e empresária, Preta Gil construiu uma carreira marcada pela autenticidade, pela diversidade e pelo enfrentamento a preconceitos. Filha do cantor Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, Preta teve uma trajetória artística que uniu música, militância e experiências pessoais intensas.
Iniciou sua carreira nos bastidores da música aos 16 anos, trabalhando como produtora. Seu primeiro álbum, lançado em 2003, causou controvérsia ao trazê-la nua na capa, refletindo a liberdade estética que sempre defendeu. Com o crescimento de sua popularidade, criou em 2010 o Bloco da Preta, que se tornou um dos principais do Carnaval carioca. No total, lançou seis álbuns, como “Todas as Cores”, com participações de artistas como Gal Costa e Pabllo Vittar.
A artista se destacou por seu ativismo social. Foi uma das principais vozes no combate à gordofobia, ao racismo e à LGBTfobia. Assumiu publicamente sua bissexualidade e pansexualidade, tornando-se um ícone da representatividade. Também foi uma das fundadoras da agência Mynd, voltada para marketing de influência e inclusão.
Na vida pessoal, Preta enfrentou desafios públicos e privados. Mãe de Francisco Gil, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller, também era avó de Sol de Maria. Passou por quatro casamentos e lidou com situações delicadas, como a traição do ex-marido Rodrigo Godoy durante seu tratamento contra o câncer.
Em 2024, celebrou seus 50 anos com o lançamento de uma autobiografia na qual narrava os altos e baixos de sua vida.






