Juliana realizava uma trilha no parque nacional quando, por volta das 19h da última sexta-feira (20), escorregou e despencou por um penhasco de mais de 500 metros de profundidade. Desde então, equipes de resgate indonésias, com apoio de drones e sensores térmicos, tentavam localizá-la e planejar uma operação de retirada segura. Nos primeiros dias, as condições climáticas adversas, como neblina densa e terreno instável, dificultaram o uso de helicópteros e retardaram o avanço das equipes.
Na segunda-feira (23), os socorristas conseguiram detectar sinais térmicos indicando que Juliana ainda estava viva, embora imóvel. Um acampamento avançado foi montado próximo ao local da queda, e sete militares iniciaram uma descida vertical pela encosta íngreme. A operação exigiu técnicas de resgate de alta complexidade, comparadas à descida do equivalente a um Corcovado.
Apesar dos esforços, quando os socorristas finalmente chegaram até Juliana, ela já não apresentava sinais vitais. A causa exata da morte ainda não foi divulgada, mas acredita-se que as lesões provocadas pela queda e a exposição prolongada ao frio e à umidade tenham sido determinantes.
Juliana estava em uma viagem de mochilão pela Ásia e compartilhava sua jornada nas redes sociais. O corpo será transportado para a capital Jacarta antes de ser repatriado ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso e presta assistência à família.






