O governador bolsonarista de Santa Catarina Jorginho Mello praticou racismo publicamente.
Mas os jornalões trataram o assunto como uma brincadeira, uma piada.
Defendeu a separação da região sul do restante do país se ‘o negócio não funcionar bem lá em cima’.
Lógico que o governador não se referia a São Paulo, o estado mais rico do Brasil.
Mello é um crítico contumaz do Bolsa Família e os estados mais atendidos pelo programa são os da região Nordeste e Norte.
Em janeiro, o PSOL denunciou o governador à Procuradoria Geral da República após ele dizer que a cidade de Pomerode, no Vale do Itajaí, se destacava pela cor da pele das pessoas. Cidade com 80% da população branca.
Ano passado exaltou que Santa Catarina tinha o menor número de Bolsa Família no país. O que é bastante estranho, levando em conta a quantidade absurda de mendigos e moradores de rua em Florianópolis e cidades vizinhas.
Santa Catarina recebeu este ano- até agora – R$ 290,66 bilhões em transferências do Governo Federal. Ano passado foram mais de R$ 761 bilhões.
Criar um país pode, mas por que não abre mão do dinheiro público da União?
Jorginho Mello é o típico político bolsonarista. É corajoso diante dos fracos. Treme na frente dos mais fortes.
Por ordem de Jair, ele vai apoiar Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, como candidato ao Senado por Santa Catarina.
E os bolsonaristas catarinenses vão engolir, em silêncio, o forasteiro.
A tradição dos Bolsonaro segue ativa: todos montados na máquina pública.
Só que agora com um apoio especial: o de Jorginho Mello, aquele que odeia o Estado e o Bolsa Família, mas vive na mamata da política profissional há 30 anos.




