Érika Hilton se retrata após aconselhar rapper Oruam: “Errei no tom”

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais nesta semana para se retratar após a repercussão de um conselho que deu ao rapper Oruam, figura cercada de polêmicas e com histórico associado ao crime organizado.

A parlamentar reconheceu que errou ao sugerir, publicamente, que o artista se engajasse em movimentos sociais e organizações coletivas para responder à violência policial no Rio de Janeiro.

A controvérsia começou quando Oruam, filho de uma liderança do Comando Vermelho e conhecido por declarações homofóbicas, comentou nas redes sociais a morte de Herus Guimarães — jovem negro baleado por policiais no Complexo do Andaraí. No X (antigo Twitter), o rapper questionou: “O que a gente faz? Qual a solução?”.

Em resposta, Hilton o incentivou a buscar ações políticas organizadas: “Você pode fazer a revolução com o pé no chão. Procure o movimento territorial do Andaraí, as organizações da favela. Organize-se com o povo!”.

A fala gerou críticas e a acusação de que a deputada estaria “passando pano” para o rapper. Em resposta, Hilton gravou um vídeo admitindo o erro. “Errei no tom e na abordagem. Desconhecia completamente todas as problemáticas e complexidades que existiam em torno dele”, afirmou.

Ela também reforçou que jamais teve a intenção de “apoiar, endossar ou legitimar qualquer posicionamento ou comportamento do Oruam”.

A deputada destacou ainda que sua intenção era estimular o debate sobre segurança pública e violência do Estado nas periferias, e não se alinhar a figuras controversas. Segundo ela, o episódio acabou sendo distorcido por grupos que tentaram usar a situação para desqualificar sua atuação parlamentar.

“Minha resposta foi pensada como um convite ao engajamento político de base, como faço com qualquer jovem que demonstra desejo de transformação. Mas reconheço que, diante do histórico dele, essa abordagem foi equivocada”, concluiu Hilton.

.