Plano de golpe: STF ouve ex-comandante do Exército como testemunha

(São Desidério - BA, 11/09/2020) Palavras do Comandante Militar do Nordeste, General Marco Antônio Freire Gomes. Foto: Alan Santos/PR

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (19) as oitivas das testemunhas no julgamento do núcleo 1, relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O processo envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de outros réus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arrolou 82 testemunhas, com depoimentos previstos até 2 de junho, conduzidos por juízes-auxiliares do ministro Alexandre de Moraes por videoconferência.

As audiências contam com a participação das defesas e representantes da PGR, permitindo questionamentos de ambas as partes.

Entre os depoentes estão figuras centrais, como o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, que alegou ter sido pressionado a participar do esquema golpista, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Após as oitivas, Moraes deverá marcar os interrogatórios dos réus, etapas essenciais para apurar a culpabilidade ou inocência de cada um.

O julgamento final será realizado pela Primeira Turma do STF.

O ministro destacou que autoridades, como deputados, senadores e governadores, não podem adiar indefinidamente seus depoimentos, embora possam solicitar mudanças nas datas dentro do período de 19 de maio a 2 de junho.

Recentemente, os advogados de Bolsonaro solicitaram o adiamento, alegando dificuldades técnicas devido ao grande volume de provas, que totaliza cerca de 40 terabytes de dados da Polícia Federal.

Bolsonaro e mais sete denunciados foram acusados em março deste ano por crimes como organização criminosa, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio tombado.

A investigação aponta que Bolsonaro teria conhecimento do plano “Punhal Verde Amarelo”, que envolvia ações para assassinar autoridades e implementar um golpe, incluindo uma minuta de decreto para formalizar a tentativa de golpe.

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