O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (19) as oitivas das testemunhas no julgamento do núcleo 1, relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O processo envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de outros réus.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arrolou 82 testemunhas, com depoimentos previstos até 2 de junho, conduzidos por juízes-auxiliares do ministro Alexandre de Moraes por videoconferência.
As audiências contam com a participação das defesas e representantes da PGR, permitindo questionamentos de ambas as partes.
Entre os depoentes estão figuras centrais, como o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, que alegou ter sido pressionado a participar do esquema golpista, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Após as oitivas, Moraes deverá marcar os interrogatórios dos réus, etapas essenciais para apurar a culpabilidade ou inocência de cada um.
O julgamento final será realizado pela Primeira Turma do STF.
O ministro destacou que autoridades, como deputados, senadores e governadores, não podem adiar indefinidamente seus depoimentos, embora possam solicitar mudanças nas datas dentro do período de 19 de maio a 2 de junho.
Recentemente, os advogados de Bolsonaro solicitaram o adiamento, alegando dificuldades técnicas devido ao grande volume de provas, que totaliza cerca de 40 terabytes de dados da Polícia Federal.
Bolsonaro e mais sete denunciados foram acusados em março deste ano por crimes como organização criminosa, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio tombado.
A investigação aponta que Bolsonaro teria conhecimento do plano “Punhal Verde Amarelo”, que envolvia ações para assassinar autoridades e implementar um golpe, incluindo uma minuta de decreto para formalizar a tentativa de golpe.








