A Operação Fake Monster, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério da Justiça, conseguiu impedir um ataque a bomba planejado para o show da cantora Lady Gaga, ocorrido neste sábado (03/05) no Rio de Janeiro.
A ação envolveu mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além de cumprir 13 mandados em diversas cidades.
No Rio Grande do Sul, um homem suspeito de liderar o grupo foi preso por porte ilegal de arma de fogo, autuado em flagrante, pagou fiança e foi liberado.
Outro adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por envolvimento no esquema e por armazenamento de pornografia infantil.
As investigações apontaram que o grupo extremista recrutava jovens, inclusive menores, para promover ataques com explosivos improvisados, como coquetéis molotov, com o objetivo de obter reconhecimento nas redes sociais por meio de “desafios coletivos”.
A operação desarticulou um plano que envolvia recrutamento de participantes, incluindo adolescentes, para realizar ataques coordenados durante eventos públicos.
Os suspeitos utilizavam plataformas digitais para disseminar conteúdos de ódio, automutilação, pedofilia e violência, promovendo a radicalização online de jovens.
A Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil identificou essa crescente radicalização e o impacto das redes sociais na formação de grupos extremistas.
Durante a ação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e materiais que serão analisados para aprofundar as investigações.
As atividades continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar completamente a rede criminosa, que se valia do ambiente virtual para incitar à violência e promover ataques.
A colaboração entre diferentes órgãos de segurança reforça o combate às ameaças de extremismo e terrorismo no país.








