Rio Largo está no centro de uma crise política que mistura acusações de fraude, disputas de poder e um histórico controverso de seus gestores.
Uma sessão extraordinária na Câmara de Vereadores foi marcada pela leitura de uma carta que supostamente anunciava a renúncia do prefeito Carlos Gonçalves e de seu vice, Peterson Henrique. O documento foi apresentado pelo presidente da Câmara, José Rogério da Silva, que assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal. No entanto, Carlos Gonçalves rapidamente desmentiu a autenticidade da carta, classificando-a como fraudulenta e uma tentativa de golpe político.
Em nota oficial, o prefeito afirmou que nunca entregou tal documento e que a assinatura presente na carta era falsificada. Ele já havia denunciado anteriormente tentativas de falsificação de sua assinatura em cartórios de Rio Largo e Porto Calvo. A Procuradoria-Geral de Justiça de Alagoas foi acionada para investigar o caso, que promete desdobramentos judiciais e políticos nos próximos dias.
A exoneração de Gilberto Gonçalves
Paralelamente, Gilberto Gonçalves, ex-prefeito de Rio Largo e até então secretário especial da prefeitura, foi exonerado do cargo. A decisão, tomada pelo próprio Carlos Gonçalves, gerou tensões nos bastidores políticos da cidade. Gilberto, que já enfrentou acusações de corrupção e chegou a ser preso em operações anteriores, teria se desentendido com o atual prefeito, culminando em sua saída do governo municipal.
O passado
Todos os prefeitos que passaram pela administração municipal nas últimas décadas enfrentaram problemas com a Justiça, incluindo prisões por corrupção e má gestão.








