O deputado federal Mario Frias (PL-SP) expressou críticas contundentes ao filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, que foi indicado ao Oscar em três categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), no dia 25 de janeiro, Frias, que é ex-ator e ex-secretário especial de Cultura do Governo Bolsonaro, classificou o longa-metragem, dirigido por Walter Salles, como uma “desinformação comunista” que estaria prejudicando a cultura nacional.
Ele argumentou que a obra representa uma “manipulação psicológica” e que ao transformar uma peça de propaganda em arte, não se enriquece a cultura, mas sim se a destrói.
Nossa cultura é bastante importante, por isso que ela está ligada de forma indelével ao bem e a verdade. Quando você transforma uma peça de propaganda e desinformação comunista em arte, você não está enriquecendo a cultural nacional, está destruindo ela. Aquilo ali é a antítese… pic.twitter.com/jRIznQdKY5
— MarioFrias (@mfriasoficial) January 25, 2025
“Ainda Estou Aqui” é uma adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que também é autor de “Feliz Ano Velho”, um sucesso de vendas nos anos 1980. O filme retrata a realidade da década de 1970 durante a ditadura militar no Brasil, focando na família Paiva, composta por Rubens (Selton Mello), Eunice (Fernanda Torres) e seus filhos.
A trama se desenvolve a partir do desaparecimento de Rubens Paiva, que é levado por militares, e da busca incansável de Eunice por respostas.
Em contrapartida, o governo Lula celebrou as nomeações da produção, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressando seu “orgulho” pelas indicações.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também elogiou o filme, considerando as indicações uma vitória para o Brasil e para o cinema nacional.
A repercussão das indicações reflete um momento de celebração e reconhecimento da arte brasileira no cenário internacional.








