Por Ricardo Lima*
O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) lamentou, em nota pública, o falecimento de Elenilma Silvestre de Souza, filha de Dona Pureza, ocorrido após internação no Hospital Geral do Estado (HGE). A morte, cercada por circunstâncias alarmantes, levanta sérias denúncias sobre o impacto psicológico e social causado pelo desastre ambiental provocado pela Braskem em Maceió.
Conhecida como “Pretinha”, Dona Pureza, sua filha e até um animal de estimação teriam ingerido veneno em um episódio que choca pela gravidade e pela relação com a devastação ambiental e humana vivida por milhares de moradores dos bairros atingidos.
“Desamparo institucional” agrava sofrimento
Dona Pureza é uma das tantas vítimas do crime ambiental causado pela exploração de sal-gema pela Braskem, que gerou o afundamento de bairros em Maceió. O impacto vai além dos danos materiais, afetando profundamente a saúde mental das famílias desabrigadas.
“O desamparo, a precariedade e a falta de uma reparação justa deixam marcas profundas. Essas famílias perderam suas casas, suas comunidades e, muitas vezes, sua dignidade”, destacou o MUVB.
Urgência por justiça
O movimento reforça a necessidade de responsabilização efetiva da Braskem, cobrando não apenas reparação financeira, mas também suporte integral às vítimas. A morte de Elenilma simboliza, para o MUVB, um “grito por justiça” que não pode ser ignorado pela sociedade, pelo poder público e pela imprensa.
“A morte de Pretinha não pode ser apenas mais um número em uma estatística”, afirmou a entidade.
Impacto humano e ambiental
Desde que o desastre ambiental veio à tona, o cotidiano das vítimas tem sido marcado por incertezas e sofrimento. “É inadmissível que os atingidos sigam sofrendo física e emocionalmente sem que medidas concretas sejam tomadas para evitar novas tragédias”, conclui o MUVB.
A nota encerra com um apelo por solidariedade e mobilização para que nenhuma outra vida seja perdida em decorrência do descaso com as vítimas desse desastre.








