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O poviléu não pôde ir na festa da praça

Quem morava na praça perdeu o lugar. Não combina com a nova decoração.

Mendigos das praças Dom Pedro II, dos Palmares, do Pirulito, da Cadeia não tinham roupa nova.

O Uber não entra em todo o canto da Brejal e aquela sexta-feira era dia de limpar a bagaceira da chuva.

O cheiro da avenida Rui Palmeira, apodrecendo a céu aberto, gruda na roupa. Seria um torcer do nariz da madame. Daí também ficaram de fora quem mora pelo Papódromo, no Monumento ao Milênio, no Virgem dos Pobres.

O povo do Comércio, ali das lojas, camelôs, poderia dar um ‘oi’ mas dá vergonha encarar o lixo, o cheiro de bosta, a buracalhada das ruas do Centro com o luxo da praça dos Martírios.

Quem chegou teve gosto, festa bonita. Até serviu para esquecer das dores de Maceió.

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