O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) marcou para fevereiro de 2013 uma audiência para resolver uma
pendência simples: a batida entre um ônibus e um carro, na altura do conjunto do Village Campestre. O órgão alegou que a Vara de Trânsito está sobrecarregada de trabalho.
A professora Lua Beserra entrou com uma ação por danos materiais contra a empresa de ônibus São Francisco. Em 2010, ela estava parada no sinal de trânsito, com o carro, na entrada do conjunto Village Campestre. A professora faria uma prova de mestrado, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“O motorista do ônibus conversava com um passageiro e bateu na parte detrás do meu carro. Ele desceu do ônibus, me chamou de palhaça. Não tenho como provar isso, então fiz um boletim de ocorrência porque a parte detrás do meu carro ficou destruída e perdi a prova do mestrado. Isso atrasou uma parte da minha vida”, disse.
Ela ficou sem carro dois meses. O seguro pagou o conserto.
Idas e vindas do caso e, na manhã desta terça-feira estava marcada a audiência de trânsito entre a empresa e a professora no Detran. A empresa São Francisco não apareceu. Nem mandou representantes.
“Então, o funcionário disse que a audiência foi transferida para fevereiro de 2013. Um absurdo”, contou.
“Nosso país está errado, vale a pena não pagar nada e dirigir errado na rua porque a lei não cobre estas pessoas”, afirmou.
Lua Beserra tentou argumentar, gritou com os funcionários do Detran e um deles ameaçou a professora de prisão. Lua Beserra teve uma crise hipertensiva e foi internada na Unimed, no bairro do Farol.









Respostas de 2
Pessoas de bem sendo vilipendiadas pela morosidade da justiça e a burrice de alguns representantes legais! Absurdo isso, a pessoa perde tempo, saúde e ainda é ameaçada de prisão. Deus nos ajude!
História absurda. No caso da São Francisco, só demonstra o descaso que empresas têm para com a população. Já sobre o Detran, é um retrato da indiferença e prepotência de órgãos públicos.
É duro viver num mundo em que somos vistos como lixo.
E o pior é que somos a parte mais importante da equação, a que alimenta o sistema.
NÓS pagamos a passagem que mantém esta empresa mequetrefe funcionando.
NÓS pagamos impostos, que são o sustento dos órgãos públicos.
E eles pisam em todos nós como se fossemos insetos.
Até quando?
Conheço a Lua Beserra e desejo que ela consiga superar estes problemas.