Alfredo Gaspar de Mendonça e João Henrique Caldas estão tecnicamente empatados, em primeiro lugar, na disputa pela Prefeitura de Maceió- o que arrasta a eleição para o segundo turno.
Os dois são também parecidos por ainda não terem revelado como enfrentarão a pobreza.
Estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostra que o auxílio emergencial pago na pandemia teve impacto positivo de 20% no PIB de cidades muito pobres.
Quando o Bolsa Família foi lançado, uma das falsas teorias era que os pobres não gastariam o dinheiro, que ele seria guardado, gasto com cachaça etc.
A teoria não se comprovou cientificamente. Mas ficou atestado que o Brasil saiu do Mapa da Fome, melhorou a escolaridade dos mais pobres, movimentou a economia de pequenas e médias cidades.
O auxílio emergencial nem seria de R$ 600, a gosto de Jair Bolsonaro. Mesmo com a resistência do Governo em pagar um auxílio para os mais vulneráveis na oandenia, até o conservador Banco Mundial elogiou a medida. O liberalissimo Milton Friedman em seu Capitalismo e Liberdade também defendia décadas atrás programas com alguns princípios do estilo Bolsa Família e auxílio emergencial.
Candidatos a prefeito pelo país- da direita ou da esquerda- agregam propostas para programas de renda mínima em suas ideias de Governo.
Estranho Alfredo Gaspar de Mendonça e JHC não acompanharem estes movimentos. Prometer saúde e educação por certo mostra suas boas intenções mas eles repetem o que todos os gestores da capital diziam com mais ou menos ênfase desde a fundação de Maceió.
A diferença pode ser uma renda mínima universal Hora de encarar este debate porque inclusão social não é luxo para pobre mas garantia de cidadania integral.





