O Ministério Público vai esperar a assinatura do prefeito Rui Palmeira (PSDB) para derrubar, na justiça, o reajuste da passagem de ônibus em Maceió- dos atuais R$ 3,65 para R$ 4,10.
Rui, aliás, se decidir pelo reajuste, não o fará por critérios técnicos. A Prefeitura espera o fim da auditoria, contratada por ela e a pedido do MP.
E se a auditoria mostrar que a Prefeitura não deve reajustar o valor da passagem? Que deve baixar a tarifa? Ou o reajuste não pode ser de 12,16%- como decidiu o Conselho Municipal de Trânsito?
São questões importantes, que Rui não tem mais ânimo de responder.
Sabe-se que a frota de ônibus na capital está aquém da necessidade dos passageiros. Existe até uma lei, aprovada pela Câmara, que obriga as empresas a terem wi-fi nos ônibus.
Mas, como se sabe, a lei não é para todos.
A crise e o desemprego viram questões mínimas, quando posta nas mesas fartas do poder. Desconsiderar o óbvio atiça a perversidade, humilha ainda mais os pobres e coloca essa gente, todos os dias, na lista da morte ou da invalidez permanente nos acidentes de trânsito.
Por óbvio, a SMTT não se importa com isso.


