Apoiadores de Bolsonaro têm horror ao Bolsa Família. A maior parte dos seus argumentos não têm sustentação científica. Misturam achismos e preconceitos para construírem absurdos.
Há liberais, por exemplo, que resgatam o velho ditado: “Ensinar o homem a pescar”. É uma forma elegante de distribuir perversidades.
No Brasil, segundo o Fórum Econômico Mundial (com dados da OCDE), as famílias mais pobres demoram até 9 gerações para atingir a renda média do país. Herança de 3 séculos e meio da escravidão. 25 gerações. A abolição foi assinada há 131 anos, pouquíssímo tempo para as famílias herdeiras das senzalas alcançarem a civilização.
A lei Áurea, assinada pela bondosa princesa Isabel, encerrou a escravidão, abriu as senzalas, mas não deu compensações aos ex-escravos.
O Bolsa Família existe há 15 anos. Não são poucas as tentativas para acabar com o programa. Bolsonaro- e ainda bem- não conseguiu. Mesmo a um mentiroso contumaz, como ele é, não pode negar a importância do Bolsa, por exemplo, aos seguidores das igrejas caça níqueis, aquelas que roubam as moedas dos pobres com a justificativa bíblica do dízimo.
Como ficaria o caixa destas igrejas sem o Bolsa Família?
Os bolsistas ganharam o 13o do programa. O comércio ganhará no final do ano, levando em conta que a era Bolsonaro não tem estratégia de combate à pobreza.
A vidraça contra o PT virou vitrine.





