Um policial militar- sem nome e rosto “para não atrapalhar as investigações”- saca uma arma no estacionamento da Casa Vieira, no bairro de Cruz das Almas, em Maceió, e atira em uma das regiões mais movimentadas da capital alagoana e atinge o filho da dona Quitéria Firmino dos Santos.
Marcos Firmino dos Santos era motociclista. Morreu na hora.
O comando da PM de Alagoas- como já é tradição- silencia a respeito deste caso e de tantos outros.
Estranho o silêncio. Afinal, o PM fazia bico como segurança no momento do acidente.
É legal ou ilegal?
A arma era dele ou da PM?
Estranha também a forma de abordagem do policial. É procedimento atirar numa via pública, com riscos fartamente conhecidos pela corporação?
Dona Quitéria perdeu um filho para uma sociedade que incentiva pessoas armadas em nome da legitima defesa.
A tragédia e os heróis caminham juntos, carregando a crueldade.




