O Ministério Público de Alagoas precisa fechar um consenso sobre o que é nepotismo; se ele é crime ou não. E porque alguns integrantes do poder público podem ter parentes trabalhando na administração pública, por indicação política, e outros são proibidos de fazerem a mesma coisa.
Ou então recomendações de promotores serão tão somente piada do baixo meretrício político.
Antes de tudo, deve-se separar o que não deveria ser separado.
O MP alagoano tem promotores sérios, preparados para os cargos que ocupam, exigindo e dando exemplo de respeito na execução de suas funções. O que é uma obrigação de todo servidor que lida com dinheiro público- e assim cumpre esta premissa.
Mas existem integrantes do MP alagoano cuja cegueira ou surdez beira o cinismo, a canalhice mesmo.
O integrante do MP que sabe da existência do nepotismo na coisa pública, e silencia, é um canalha.
Segundo o dicionário, canalha é uma pessoa infame, vil, abjeta.
Já sobre o infame, diz o dicionário: alguém desacreditado, desonrado.
Não há como acreditar naqueles que usam o discurso fácil das redes sociais, vendendo a própria imagem como heróis no trato do dinheiro do contribuinte, se, por detrás dos dedos que teclam existe um infame. Um canalha.
E esse é o risco que enfrenta o Ministério Público alagoano. Os infames e os canalhas selecionando quem comete nepotismo ou não quando o conceito, ao menos pelos que dominam a elástica ciência do Direito, parece estar claro.
Ou, ao menos, deveria estar claro.




