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Inverno revela instabilidade da era Rui Palmeira e mostra como pensa o eleitor

A administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB) acabou faz tempo mas as chuvas que caem na cidade repetem o roteiro de sempre e voltam a exigir articulação do poder público para a execução de um plano diretor na capital.

É inacreditável que Maceió e suas tantas complexidades seja resumida aos bairros nobres, sempre bem asseados e prontos a receberem os turistas.

E quem não está de passagem ?

Existem problemas nas grotas, de infraestrutura de pistas e avenidas (asfaltadas com açúcar), toneladas de lixo despejadas na praia da Avenida, a despoluição- nunca executada- do riacho Salgadinho, a lagoa que invade áreas do Bebedouro e Dique Estrada.

A iminente tragédia nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro mostrou como o poder público não tem planos de contingência, a não ser viajar a Brasília em busca de socorro federal.

Como, aliás, acontece desde quando éramos província.

Temos gestores com currículos passando pelo Europa ou Estados Unidos, com ouvidos moucos aos pesquisadores locais. Porque reproduzem o passado dos herdeiros dos engenhos. Creem nos modelos que viram lá fora, como se a cidade fosse um brinquedo de montar que filhinho ganhou de papai no dia do aniversário.

Mas, talvez o eleitor da capital mereça o quadro borrado como ele está. Uma obra feia, mal acabada, engendrada de qualquer jeito. Afinal, este eleitor é pouco exigente, talvez por cansaço ou alcovitismo, talvez dormente pelos cassinos da fé ou tangidos pela canalhice.

De qualquer forma, segue Maceió como está: muito bonita na propaganda lá fora, sepulcro caiado para alegrar os incautos.

O resto é podridão que fede. E como fede.

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