O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que está perplexo com a demissão de Joaquim Levy, agora ex-presidente do BNDES.
Porque Levy escolheu um técnico para a direção de Mercado e Capitais do banco.Marcos Pinto, mestre em Direito pela Universidade de Yale- nos Estados Unidos- e doutor pela Universidade de São Paulo, é apontado como o pivô da demissão de Levy porque era ligado ao PT.
O Olavo de Carvalho não gostou, então Jair Bolsonaro foi à imprensa servir a cabeça de Joaquim Levy e Marcos Pinto numa bandeja. Os dois se demitiram.
Olavão, aliás, também ajudou a demitir o general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, que cuida do cobiçado orçamento da Secom.
Porque, segundo a imprensa, ele não aceitou pagar R$ 400 mil para Olavo ter seus programas na TV Escola e nas páginas oficiais do Governo.
E se o amigo ouvinte acha que vivemos em um hospício, não ficaria assustado se visse, nas redes sociais, a Operação Pavão, da Polícia Federal, que segundo os bolsonaristas vai acontecer na próxima quinta-feira.
O alvo é o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, e seu marido o deputado federal David Miranda.
Toda a operação é baseada em documentos falsos escritos com muitos erros de inglês e mostram as ligações entre Glenn, Davi e os hackers russos.
Não há limites para a alucinação.
Russo é o apelido de Sérgio Moro nas mensagens publicadas pelo The Intercept.
Os procuradores da Lava Jato combinavam com o Russo a melhor estratégia para condenar e prender Lula nas investigações da Lava Jato.
A Lava Jato foi a maior operação de investigação contra a corrupção da nossa história recente.
Pelo volume de informações, poderia chegar até juizes e promotores. Poderia atingir o PSDB de São Paulo.
Mas, a Lava Jato, segundo mostram as mensagens trocadas pela República de Curitiba, virou proselitismo eleitoral.
Lula era o alvo do início ao fim. Ministros do STF discutem, por detrás dos panos, anular as sentenças de Moro.
Bolsonaro tenta mostrar normalidade em seu Governo enquanto o país acumula mais de 13 milhões de desempregados e mais e mais endividados.
Enquanto a reforma da Previdência não sai, ele quer revogar o uso da tomada de três pinos. Certamente o país deverá tomar um choque de desenvolvimento depois disso.
Bolsonaristas falam ainda em acabar com o acordo ortográfico e as urnas eletrônicas.
Teremos fortes emoções.
Talvez por isso a Copa América registre estádios vazios.
A política diverte bem mais.





