Minha felicidade não é suficiente para que não veja quem está em dor.
Penso naqueles e naquelas que não podem mostrar o seu amor.
Nas vítimas da homofobia, do crime, da covardia.
Penso em quem ama sozinh@ e em quem está proibid@ de amar.
A bula ortodoxa permite @ amante.
A bula ortodoxa não admite @ amante.
O cidadão de bem usufrui de tod@s em gestos de desamor.
Há ódio na mesa.
Há amor no armário.
Há machismo na cama.
Há solidão na porta de entrada.
As lojas estão cheias de culpad@s!
É trama desumana um amor rastejado.
É drama odioso o amor discriminado.
Enrustido. Mascarado.
Afinal, o que se colhe nos olhos dos desalmados?
O amor é convidado a compor com os alados.
Tenha amor e tenha lado!
Fortaleça esse tablado com o amor organizado!
Em tempos de ódio o chavão é acertado:
É mesmo revolucionário andar amado!





