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Um estado anômalo chamado Bolsonaro

Os tambores da ditadura começaram a rufar contra professores e estudantes; liberdade de cátedra e de pensamento, já estão sendo criminalizadas nos espaços acadêmicos. Partidários do presidente e  policiais protagonizam a censura, buscando calar a voz do conhecimento no nascedouro.

Enquanto ministros fazem pantomimas vocabulares, declarações estapafúrdias e adotam posturas momescas, o lado de dentro do Brasil sente a presença do que ameaça os patamares dos direitos sagrados em uma Democracia, entre eles está a liberdade de expressão! Sente o hálito pantanoso dos que folgam sobre as dores da nossa história e investem no sepultamento dos sonhos de um povo que apesar de mal servido, é naturalmente alegre e defensor da esperança.

Já não temos mais tempo a perder convocando os eleitores de Bolsonaro ao bom senso, eles em grande parte, continuam alimentados pelos disparos das mentiras e não poderão ser resgatados pela razão vinda de outrem. Suas sementes mofadas querem a todo custo reproduzir, porque de algum modo, estão convencidos de que agora são poder. Mas são iscas.

O uso da engenharia da comunicação, agora mais fortalecido pelo investimento de dinheiro público em tecnologia de ponta com fins de rastrear na web os dissidentes do presidente, de algum modo já nos afeta. Para eles nós não temos rosto, e pertencemos à lista dos ameaçados em palanques pelo próprio Bolsonaro. Aquela ameaçazinha que nossos parentes e amigos (?) bolsomínions não quiseram levar a sério…

Não há mais confiança nas instituições, porque o golpe de 2016 e a prisão ilegal do Lula se tornaram calcanhar de Aquiles das vozes moralistas e falaciosas.

O clima de festa da família do presidente na invasão da coisa pública é bizarro, ornado de vilezas e disparates a olho nu, mas nada acontece para barrar os abusos que cometem. São os filhos do rei, agredindo e desvirtuando a República.

Não estamos mais em uma Democracia.

Um estado que mais parece yakisoba, mistura ultraliberalismo e monarquia, evangelismo sub-cristão e orgias, conceitos medievais e criações fantásticas, regadas a palavras de baixo calão e atentados à língua vernácula, para fazer o mundo girar em torno de uma reforma da previdência assassina acreditando que a terra é plana, nazismo é de esquerda e o Queiroz é o homem invisível.

O atentado do capital ferrenho fazendo frente a razoabilidade para desestabilizar os parâmetros de verdade que conseguimos manter até aqui; desacreditando um povo, para recolonizar, impedir a soberania nacional, no conluio entre os poderes e os poderosos.

Destarte, só nos restará alimentar luta política e arte, com nossas reservas de conhecimento. Não andar sozinho na história neste Brasil de agora, pode ser uma escolha segura.

O caminho da hora se chama multidão! Identifique sua força, e aperte forte a mão.

 

 

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