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Nô Pedrosa: Assassinato completa 2 meses e ‘clima de comoção’ sumiu

O assassinato de Walfrido Pedrosa de Amorim, 77 anos, em 23 de dezembro do ano passado virou fumaça entre intelectuais e alguns políticos alagoanos, muitos deles no enterro do famoso anarquista e defensor dos direitos humanos que se transformou – por opção ou sem escolha nenhuma- num morador de rua em Maceió.

O crime completa 2 meses esta semana. E não sobrou mais nada dos cansativos discursos em seu enterro ou os longos textos nas redes sociais homenageando sua mendicância “por um ideal”.

Nô Pedrosa, como era conhecido, foi assassinado junto a outro morador de rua, José Márcio, no bairro de Mangabeiras. Sua morte brutal serviu para denunciar, mais uma vez, a ação de grupos de extermínios de moradores de rua em Maceió. O caso segue sob investigação na Polícia Civil. No dia 9 de janeiro, o Ministério Público Estadual encaminhou ofício para a instauração de inquérito policial para apurar o assassinato de Nô Pedrosa.

E daí? Até hoje ninguém foi preso.

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