BA: Homens da Força Nacional reforçam segurança, para evitar confronto

O novo efetivo se juntará aos 30 agentes da Polícia Federal (PF), 20 homens da Companhia Independente de Policia Especializada na Região Cacaueira (Cipe) e policiais civis e militares, para tentar manter a paz nas áreas conflitantes

Trinta e sete homens reforçam o policiamento no município de Pau Brasil (551 km de Salvador) para evitar o confronto entre índios e fazendeiros, na disputa pela terra na região. As informações são do A Tarde.

O novo efetivo se juntará aos 30 agentes da Polícia Federal (PF), 20 homens da Companhia Independente de Policia Especializada na Região Cacaueira (Cipe) e policiais civis e militares, para tentar manter a paz nas áreas conflitantes.

Apesar de não haver registro de novos conflitos, pelos menos duas pessoas já foram mortas. Uma delas é a dona de casa Ana Maria Santos de Oliveira, de 33 anos, que passava em uma caminhonete com familiares na tarde do dia 9 deste mês, próximo à fazenda Vitória, em Itaju do Colônia. O veículo no qual ela estava foi cercado por, pelo menos, 8 homens encapuzados e armados. Um deles disparou um tiro, que atingiu a cabeça da dona de casa. A mesma bala acertou o braço esquerdo da irmã, Odília Santos Oliveira, 29.

Outra vítima foi o segurança Júlio César Passos Silva, 31, morto em um possível confronto na fazenda Santa Rita, na tarde do último dia 19. Nesse mesmo dia, o índio Ivonildo dos Santos, 29, foi ferido por um tiro na perna esquerda. O corpo do segurança foi resgatado um dia depois por agentes da PF.

Até agora, 68 fazendas, pelo menos, já foram ocupadas pelos Índios Pataxós Hã-hã-hãe, que numa ação civil, proposta pela Fundação Nacional do Índio (Funai), pedem o equivalente a 54,1 mil hectares de terra, alegando ser território indígena.

A área pleiteada pela Funai, entre os municípios de Itaju do Colônia, Camacan e Pau Brasil, atualmente, estava em posse de fazendeiros que têm as propriedades tituladas pelo Governo da Bahia. A ação, que tramita há 30 anos no Supremo Tribunal Federal (STF), pede a nulidade de títulos dos produtores.

A atual presidente da Funai, Marta Maria do Amaral, falou em coletiva à imprensa que o julgamento da ação está marcado para acontecer no dia 9 de maio, entretanto a assessoria do STF não confirma a informação.

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