Diário do Povo
Teresina produz 260 toneladas de resíduos hospitalares mensalmente, sendo que 65% são oriundos da rede pública. Até o momento, a prefeitura era a responsável pela coleta, mas isso vai mudar a partir de quarta-feira, 2 de maio, quando cada gerador deve dar um destino adequado aos seus resíduos. Pensando nessa mudança e no cumprimento à legislação ambi-ental, foi instalada em Teresina a empresa Sterlix Ambiental, com sede no Polo Industrial Sul. É ela quem vai coletar o lixo hospitalar produzido na capital.
“Já estamos com a estrutura montada e começamos a operar a partir de amanhã [hoje]. O prazo para que cada gerador comece a tratar seus resíduos vai até 2 de maio. Estamos visitando estabelecimentos de pequeno, médio e grande porte e alinhando uma parceria. Todo gerador já seleciona e segrega seus resíduos. A partir daí, nós realizamos a coleta, em veículos próprios, credenciados pelo Inmetro. Ao chegarem na unidade é dado o tratamento específico para cada tipo de resíduo”, explicou o diretor da empresa no Piauí, Lukano Sá.
Na manhã de ontem, uma solenidade, que contou com a presença do governador Wilson Martins, marcou o lançamento da empresa. O diretor ressaltou ainda que tais resíduos tem dois destinos possíveis: 92% passam por uma ‘autocla-vagem’ (uma espécie de esterilização do lixo), enquanto 8% são incinerados. Nesse segundo caso, os resíduos são condicionados e levados para Minas Gerais, onde há um local apropriado para receber as cinzas resultantes da incineração.
“Antes, o lixo hospitalar de Teresina era coletado e não recebia nenhum tratamento específico. Um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostra que se trata de matéria infectocontagiosa que pode sofrer mutações no contato com seres humanos, se tornando um foco de doenças. Além disso, ainda tem a contaminação do lençol freático”, complementa o diretor.









Uma resposta
Achei uma boa noticia, e que o governo deveria cuidar melhor do lixo hospitalar para que tenhamos uma cidade que dê pra se viver sem poluição e sujeira