A superexposição de Renan Filho (PMDB) na campanha de Cícero Almeida (PMDB) e a quantidade de denúncias/processos contra o ex-prefeito contribuem para a desvantagem de Almeida no segundo turno em Maceió.
Claro que o segundo componente- processos/denúncias- será exposto como as fraturas do candidato do Palácio República dos Palmares.
Essa diferença não é pouca.
O “homem escolhido por Deus”, por si só, representa um modelo ultrapassado nos debates. E Almeida terá pela frente a proposta de sofisticar o próprio discurso e sua campanha.
Renan Filho tem força política em Maceió como governador.
Por si só, isso basta na hora de transferir votos?
O eleitor diferencia: quem será o prefeito se Almeida ganhar? Ele mesmo ou os Calheiros?
Dado relevante: 159.256 eleitores se abstiveram, anularam ou votaram em branco.
Cícero Almeida teve 104.036 votos.
Quase 160 mil pessoas não votam em quem está aí. Para elas, Rui é um administrador ruim, JHC não é o novo na política, Almeida não fará uma gestão melhor coisa nenhuma nem as esquerdas (PT e PSOL) respondem às necessidades que o quadro requer.
Ao insistirem no minimalismo das coisas, Renan Filho e Cícero Almeida inventam, para si, um eleitor irreal.
Quem vota também acredita em heróis.
E também sabe que eles- os heróis- podem morrer na overdose do ego.





