Poderia ser diferente, mas o surpreendente se arrasta desde então. A debochada negociação envolvendo o vice presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque, o empresário Marcelo José Martins- o Marcelo Cabeção- e o ex-deputado Dudu Albuquerque na compra de uma mansão, em Maceió, tendo como garantia os cofres da Assembleia, mostra que a Justiça- apesar da lentidão- pode sim mostrar uma resposta à Casa de Tavares Bastos, que não respeita decisões de juizes de primeiro grau e ainda os que chamam d
e “mentirosos”, em potencial, as investigações do Ministério Público e do Judiciário, como desdenha o prefeito Cícero Almeida (PP).
São tempos em que Assembleia mostra que o seu, o meu, o nosso dinheiro pode ser usado, sem temor, para manter uma biblioteca e uma escola legislativa fantasmas; reformas que não existem; licitações duvidosas; quebra de elevadores misteriosas. E um sem fim de danos ao erário, em desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao decoro parlamentar e ao eleitor.
Se há confiança na impunidade, via Tribunal de Contas- a Corte dos deputados cansados e heroi das finanças furadas do Legislativo Estadual- pode-se perceber em iniciativas como a do Tribunal de Justiça, na comissão de juizes que investiga atos de improbidade administrativa, instantes de melhora do melindroso cenário estadual. Em que a corrupção é lei. E os fora da lei são os que a combatem.








