Aumento de quarenta e cinco centavos na passagem de ônibus em Maceió trouxe algumas discussões entre os integrantes do Conselho Municipal de Transporte.
Esse aumento acontece um ano após o reajuste da mesma passagem e nesse tempo houve dez ônibus queimados ou depredados- não tinham seguro- e a responsabilidade pela gestão e manutenção pelas empresas dos terminais, conforme cláusula na licitação dos transportes.
Outro argumento é a queda na quantidade de passageiros, que tinha sistema atendendo dez milhões de pessoas por mês e agora- menos de sete milhões por causa da ação do transporte clandestino, dizem as empresas. Menos três milhões de pessoas/mês, portanto.
Assim o valor do aumento acordado foi de R$ 3,15 mais R$ 0,05 pela administração dos terminais, totalizando R$ 3,20.
Vamos analisar.
O trabalhador médio alagoano é menos estimulado a andar de ônibus. Veja-se: não existe nenhuma pesquisa sobre a qualidade do transporte ou da frota.
Há bastante propaganda.
Propaganda não é pesquisa. É a verdade de um único lado.
Se existisse uma avaliação com o público, talvez este panorama qualitativo fosse levado em conta.
O mercado dos clandestinos: ele é mais caro, o conforto é muito menor mas o tempo de espera no trânsito torna este mesmo clandestino atraente.
Um clandestino atende o bairro de Chã da Jaqueira. Você senta no carro, ele sai da rua das Árvores, no Centro de Maceió, sobe, vira pela rua do Sol, desce na direção do Bebedouro. E segue adiante.
O ônibus faz quase o mesmo percurso com a desvantagem de se andar de pé, um transporte cheio e o trânsito esticando o horário de chegada.
Outra coisa: o número de bicicletas e cinquentinhas circulando pela capital.
Uma cinquentinha custa R$ 5 mil no supermercado- exige pouca habilidade no trânsito e burocracia menor para documentação (nem existe burocracia, na maioria dos casos.
Ciclovias ainda não conseguem medir a quantidade de pedaleiros. Talvez se houvesse mais vias ou faixas exclusivas para bicicleta, o trânsito seria menor, haveria estímulo a este tipo de transporte.
Com uma cidade projetada para quatro rodas, não há meios alternativos tão eficientes de transporte. A não ser quatro rodas.
Há ainda riscos de assaltos, o silêncio das entidades estudantis sobre os reajustes e por aí vai uma escalada de dificuldades.
Se andar de ônibus em Maceió fosse aprazível, talvez o sistema pudesse recuperar o seu patrimônio perdido de passageiros.
Hoje não é o caso.
O passageiro não é ouvido em seus argumentos- mais que ser contra ou a favor do aumento.
A Câmara de Vereadores abriu mão da prerrogativa desta defesa.
As empresas não discutem a qualidade do mínimo- de direito- aos usuários de ônibus.
E eles, os usuários, pouco estão preocupados se o ônibus ou o carro pequeno e clandestino têm lá suas diferenças.
O ideal é chegar ao trabalho, a escola- com um mínimo de conforto e segurança.
E as empresas? Andam na contramão dos próprios fregueses.






Respostas de 2
Todos os dias em ônibus são assaltados e ninguém ver a vc das pessoas que paga passagem c bastantes caras e ninguém tá nem aiiii ,esse B Brasil só tem ladrão com poucas pessoas direitas.
Sem exigências de qualidade a ser cumprida pelas empresas não é possível avançar.
Exigências mínimas:
Horário de chegada nos pontos divulgado com tolerância;
Número de passageiros máximo por veículos;
Ar condicionado