50% das empresas na área nobre apresentam fraudes no consumo de energia

Cinquenta por cento dos empreendimentos comerciais entre os bairros de Jatiúca e Ponta Verde, visitados pela Eletrobrás, apresentam irregularidades no consumo de energia elétrica. A constatação é dos técnicos da companhia, que realizaram inspeção em bares, restaurantes, moteis, bancas de revista, frigoríficos, parque aquático infantil, supermercados e estabelecimentos. Eles foram autuados.

Entre os locais autuados estão a cachararia Água Doce e os restaurantes Imperador dos Camarões, Manjericão e Chefranco. O Repórter Alagoas apurou que estes locais regularizam a situação.

Nos locais vistoriados, os técnicos constataram que a energia é puxada diretamente da rede elétrica, sem o conhecimento e a autorização da distribuidora de energia. Ou ainda desvio no ramal de ligação, desvio com técnica de fotocélula, adulteração do medidor e jump do medidor. Há também rompimento dos lacres de medição e manipulação no consumo do medidor de energia.

“Não são só os pequenos consumidores que estão desviando energia, mas, sobretudo os grandes. Na área nobre, o furto de energia é menor, porém, em comparação com as regiões menos favorecidas, onde a ocorrência de irregularidade também é elevada, o prejuízo é superior, pois os estabelecimentos comerciais consomem uma demanda maior, e isso gera altas perdas para empresa”, afirmou assistente da Diretoria Comercial da Eletrobras, Almir Pereira.

Segundo ele, a Eletrobras tem feito cerca de 10 mil inspeções por mês. Estas fiscalizações acontecem nos pontos de entrega de energia de duas maneiras: primeiro é feito uma prospecção, ou seja, uma visita aos locais onde os técnicos identificam irregularidades somente em olhar. A outra maneira é por meio de uma análise estatística interna. O setor responsável da empresa identifica que o consumo medido para o local é muito abaixo do esperado, devido ao porte do estabelecimento.

A Eletrobras perde anualmente 117 milhões devido ao furto de energia, mas também perde o bolso de todos os consumidores, principalmente daqueles que pagam para ter um fornecimento sem interrupções e com qualidade. Além disso, o Estado deixa de arrecadar cerca de 25 milhões de recolhimento em ICMS, dinheiro que poderia está sendo investido em melhorias para a população.

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