O Gabinete de Governança e o Gabinete do prefeito Rui Palmeira (PSDB) têm, juntos, 65 cargos comissionados. 34 na Governança; 31 no do prefeito.
36 ocupantes destes cargos ganham mais de R$ 3 mil. Nesta conta não estão o prefeito (R$ 20 mil) nem José Lages (com status de secretário na Governança) nem Gustavo Novaes, que comanda o Gabinete do prefeito. Lages e Novaes ganham R$ 17 mil.
Estas 36 pessoas não são secretários do município. Mas parecem ter importância superior ao restante dos comissionados da administração municipal, mesmo ocupando funções em duas pastas praticamente invisíveis no organograma municipal.
Basta ver os salários.
No Gabinete da Governança, 4 pessoas recebem R$ 3 mil; nove recebem, por mês, R$ 4 mil e outras 4, R$ 7.700.
No Gabinete do prefeito, 3 ganham R$ 3 mil; outras 5, R$ 4 mil; sete, R$ 7.700; uma, R$ 9.240; duas, R$ 10.266,67.
Por ano, os 36 escolhidos ganham R$ 2,2 milhões.
Semana passada, servidores municipais invadiram e quebraram todos os vidros do prédio da Câmara de Vereadores. Motivo: o prefeito encaminhou dois projetos de lei que alteram planos de cargos e carreira do município.
Segundo Rui, os servidores efetivos da capital são “privilegiados”. E destacou que os projetos precisam ser aprovados para gerar economia ao próximo prefeito.
Segundo Rui Palmeira, por ano, os cofres públicos de Maceió têm de economizar R$ 12 milhões.
