Misturada no meio desse mundo de vivências, estou em primeira pessoa, como observadora e analista do que chamamos sociedade, a partir de um ângulo de alcance que me permite pensar.
2026 teve margem de ilusão curta, pois em poucos dias acabaram os desejos de paz e no lugar surgiram clamores, revoltas e indiferenças.
Quem desenhou este roteiro, mais uma vez não foi Deus. E o protagonismo do poder beligerante ocupou a cena movido a dinheiro e caprichos.
No chão onde pisa meu povo, a luta segue circunscrita ao dia. Poucos percebem o que aproxima todos os latinos “num só rebanho de condenados” diante dos olhos de águia dos EUA.
A festa da política local espalha fumaças coloridas, no espectro partidário que convém.
Mas 2026 está retrógrado.
Quem não gosta de política estará ainda mais esmagado por ela, sem saber exatamente a razão, servirá como bucha de canhão para gastar energia odiando alguém, alguma coisa, no despropósito que serve aos propósitos do autoritarismo global metido a rezador.
Um ano que começou antigo, com cheiro de enxofre e golpes conhecidos, gozando a largueza da ignorância e mal refletida posição política das maiorias, aqueles que são resumidos a votantes comovidos; desafia o pensamento e os princípios da cidadania mais básicos.
Está no mundo.
Na América Latina ferida.
No Brasil entre o abismo e a alienação das fanfics.
O caminho ainda não foi aberto, mas os atalhos nunca foram fechados para quem tem olhos e quer enxergar.
No entanto, a fragilidade diplomática balança a bandeira da guerra cognitiva e outros massacres despontam, ferindo natureza e sociedade, no intuito de escrever uma história nova sobre milhares de histórias soterradas, entre as quais poderão estar as nossas.
Vamos reaprender a dar as mãos? Será?





