O Palácio do Planalto já traçou uma meta ambiciosa para tentar retomar o protagonismo das ruas e fortalecer a imagem do governo junto à base popular. Integrantes da gestão Lula querem acelerar a aprovação do projeto que põe fim à jornada de trabalho 6×1 a tempo das celebrações do 1º de Maio, o Dia do Trabalhador. A apuração é de Milena Teixeira, do portal Metrópoles.
A estratégia, que visa transformar a data em um marco político para o PT, busca apagar o mal-estar de 2024 e oferecer um “pacote de bondades” que combine folga extra com alívio no bolso.
A missão de ressuscitar o vigor da data e garantir mobilização máxima ficou sob a responsabilidade do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
O governo pretende unir a narrativa da redução da jornada de trabalho à promessa de ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
De olho nas eleições de outubro, a cúpula petista entende que precisa entregar resultados tangíveis de “mais tempo e mais dinheiro” para o trabalhador, reconectando-se com movimentos sociais e o eleitorado informal.
O empenho atual é também uma resposta a uma cobrança pública e amarga feita pelo próprio presidente Lula. No 1º de Maio de 2024, o então ministro Márcio Macêdo foi alvo de críticas abertas de Lula devido ao baixo comparecimento de público no ato em São Paulo.
Na ocasião, o presidente não poupou palavras e afirmou que o evento estava “mal convocado”, exigindo um esforço que não foi visto anteriormente.
“Não pensem que vai ficar assim”, alertou o petista na época, sinalizando que a baixa adesão era inaceitável para a história da legenda.
Agora, com Boulos na linha de frente e o fim da escala 6×1 como principal combustível, o Planalto espera que o ato deste ano conte com uma participação massiva.
O objetivo é transformar o palanque de maio em uma vitrine eleitoral poderosa, mostrando que o governo retomou a capacidade de mobilização e que possui uma agenda agressiva de novos direitos.
Se o cronograma da escala 5×2 avançar conforme planejado, Lula terá nas mãos o argumento perfeito para consolidar sua aposta nas urnas em outubro








