Por que a crise na saúde em Alagoas tem de ser sem solução?

Por que no jogo de forças entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade de Ciências da Saúde (Uncisal) é a população mais pobre quem é punida? Por que os responsáveis não são penalizados? Quem ganha com estas condições de trabalho tão perversas?

Por que quem aguarda um leito no Hospital Geral do Estado em uma maca dentro de uma ambulância do SAMU ou de algum veículo das prefeituras alagoanas tem de ser punido pela crise na saúde?

Por quê procedimentos médicos no Hospital Hélvio Auto (antigo HDT) têm de ser comprometidos, punindo quem não tem a condição de prever quando ficará doente?

Por que no jogo de forças entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade de Ciências da Saúde (Uncisal) é a população mais pobre quem é punida? Por que os responsáveis não são penalizados? Quem ganha com estas condições de trabalho tão perversas?

Em 2017, foi criada uma Câmara de Mediação da Saúde, pelo Tribunal de Justiça. Objetivo? Diminuir a judicialização da área.

O quê se assistiu esta semana senão a tentativa da Defensoria Pública de evitar a judicialização da crise no Hélvio Auto? Onde está a atuação da Câmara de Mediação da Saúde para “a adoção de medidas visando melhor subsidiar os magistrados e demais operadores do direito, para assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde” (aspas da recomendação do TJ, seguindo entendimento do Conselho Nacional de Justiça)?

O que é público, no Brasil, precisa ser ruim? Por que somente a panaceia da privataria tem de ser a solução num país de profundas desigualdades regionais, sociais, onde a cidadania é um luxo?

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