Brinque o carnaval sem prejudicar a voz

A festa é marcada por muita curtição, músicas estridentes e competição sonora de todos os lados, principalmente dos trios elétricos, bandas de música e…

A festa é marcada por muita curtição, músicas estridentes e competição sonora de todos os lados, principalmente dos trios elétricos, bandas de música e do som automotivo potente dos veículos.

Por conta disso, as pessoas são forçadas a conversar mais alto e acabam comprometendo a integridade das pregas vocais e gerando desvios da função da fala.

A fonoaudióloga do Hospital de Emergência Daniel Houly, em Arapiraca, Bárbara Beatriz, salienta que a voz e a audição precisam de cuidados especiais nessa época do ano.

A especialista orienta os foliões a beberem bastante líquido (água, sucos, água de coco) para a hidratação e a prevenção do ressecamento da região laríngea e, consequentemente, das pregas vocais, para a redução do risco de atrito entre ambas.

Bárbara Beatriz lembra que líquidos muitos gelados, como as bebidas alcoólicas, não favorecem a hidratação.

“É importante que as pessoas evitem falar diante de fontes sonoras com barulho excessivo. Esse hábito acaba obrigando a elevar a intensidade vocal, no intuito de ser compreendido e gera um desgaste nas pregas vocais, podendo até  desencadear uma disfonia, que é uma alteração ou enfraquecimento da voz”, esclarece. 

Dicas

Outro alerta da fonoaudióloga é em relação ao repouso vocal. “Da mesma forma que a musculatura do nosso corpo necessita do repouso, nossas pregas vocais, que são músculos, também precisam desse repouso para suportar a demanda que virá posteriormente”, acrescenta Bárbara Beatriz.

A fonoaudióloga do Hospital de Emergência Daniel Houly ainda recomenda os foliões usarem roupas leves que favoreçam a respiração.

“Como a voz é produzida através do fluxo respiratório, que permite as pregas vocais vibrem, a partir do momento que a roupa não favorece um bom padrão respiratório, a qualidade vocal estará comprometida”, acrescenta.

Bárbara Beatriz chama a atenção para que as pessoas evitem o consumo de alimentos que provoquem refluxo gastroesofágico, pois, segundo a especialista, a acidez do estômago, no momento do refluxo, molha as pregas vocais e provoca irritação da mucosa, pigarro e sensação de bolo na garganta.

Outra dica refere-se aos cuidados com a automedicação. “É comum, após quadro disfônico, as pessoas apelarem para pastilhas, sprays que costumam diminuir o incômodo, uma vez que, além de mascarar os sintomas, esses anestésicos não têm efeito de tratamento e são apenas paliativos que dão uma sensação de alivio”, explica a fonoaudióloga do HE do Agreste.

Para os profissionais que trabalham com a voz, Bárbara Beatriz recomenda as mesmas orientações para os foliões, porém, com o reforço de um fonoaudiólogo que possa desenvolver um programa de aquecimento e desaquecimento vocal, para ser adotado com eficácia durante os dias de grande sobrecarga na voz. 

Fonte: Assessoria

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