Por que a crise do lixo da era Rui Palmeira só será resolvida em 2019?

Atraso no serviço de coleta só é registrado nas áreas mais pobres da cidade- e o prefeito faz cara de paisagem

Por que a crise do lixo chegou ao ponto de bairros inteiros de Maceió registrarem falta de coleta desde a semana passada?

O prefeito Rui Palmeira (PSDB)- como sói acontecer- terceiriza a questão, não agrega a circunstância para si mesmo, foge do problema e faz cara de paisagem.

A Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados de Maceió (Arser) publicou no dia 27 de setembro o aviso de contratação emergencial de empresa para serviço de coleta de lixo. Marcou para o dia 5 de outubro.

Problema é que, no meio do caminho, houve dois pedidos de impugnação das empresas Eco-V e LIMPMax- ambos rejeitados pela comissão que avalia o assunto.

As impugnações fazem parte da burocracia, são absolutamente normais em processos deste porte.

Estranha é a desorganização da Prefeitura.

E essa desorganização transferiu a escolha das empresas para o dia 11 de outubro.

A Prefeitura alega que as contratadas estão em regime de adaptação. A coleta será normalizada até o final da semana.

Mas, até nisso, a era Rui Palmeira é sectária. O atraso no recolhimento de lixo existe nas áreas mais pobres, como na região do Mercado (Centro) e no Inocoop.

Lembrando que as empresas contratadas vão atuar por 180 dias. Ou seja: o problema será resolvido EM PARTE. A solução é adiada para 2019.

E estamos falando de contratos SEM LICITAÇÃO.

Por que SEM LICITAÇÃO?

A Viva Ambiental, que administra o lixo de Maceió desde os tempos de Cícero Almeida, alega que a gestão Rui tem uma dívida com a empresa que supera R$ 100 milhões.

A Prefeitura reconhece o débito, porém nega o valor.

E ainda faltam dois longos anos para o fim da gestão Rui, uma penúria que parece não ter fim.

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