Para onde vão os votos dos tucanos que não querem Collor?

Rodrigo Cunha e Rogerio Teófilo são nomes expressivos do PSDB, mas ainda não definiram voto ao Governo; Rui se escondeu

Mesmo os tucanos que descartaram votar em Fernando Collor (PTC)- o PSDB está na base das alianças do senador- ainda não é possível saber quem eles devem apoiar na disputa estadual. E como vai funcionar este apoio. Será informal? O que dirão nos palanques?

É bem provável que estes eleitores migrem naturalmente para a coligação de Renan Filho (MDB), mas este assunto não é completamente definido.

Rodrigo Cunha, por exemplo. Foi o deputado estadual mais votado nas últimas eleições, é o único parlamentar de oposição ao governo Renan Filho na Assembleia. Ajudou na vitória de Rogério Teófilo à Prefeitura de Arapiraca. Tem uma estrutura de comunicação via redes sociais elogiada até pelo PSDB nacional.

Ele declarou que não vota em Collor. Também não deve seguir Renan Filho.

Apoiar Basile Christopoulos (PSOL) ou o professor Melquezedeque Farias Rosa (PCO) não é exatamente o perfil de Cunha.

Rogério Teófilo enfrenta dilema semelhante. Se escolher subir no palanque de Collor, estará ao lado de seu desafeto político Célia Rocha, ex-prefeita bastante criticada por ele. Inclusive pela herança que recebeu do Executivo Municipal.

Se Teófilo optar por Renan Filho, investe no futuro suicídio eleitoral, porque Renan pai além de criticar publicamente o prefeito, adiantou que Ricardo Nezinho será o opositor de Teófilo em 2020, quando o prefeito vai disputar a reeleição.

Rui Palmeira, prefeito do maior colégio eleitoral de Alagoas, deve fazer campanha para Collor, mas sem mostrar o rosto ao lado do senador. Mas lembrando que Rui teve papel fundamental na costura da aliança com Collor, indicando inclusive o vice Delle, o presidente da Câmara Kelmann Vieira.

Os mares eleitorais continuam agitados.

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